Nem tudo é quantidade
- fernanda imperial
- Jan 8
- 1 min read
Em muitos exames de fertilidade, o espermograma é um dos primeiros passos. E, para muitos casais, receber um laudo com "quantidade normal de espermatozoides" já parece um alívio. Mas será que isso basta?
A fertilidade masculina vai muito além da quantidade. Há casos em que os espermatozoides estão presentes em boa concentração, com morfologia e motilidade aparentemente dentro dos padrões — mas algo invisível aos olhos (e até ao microscópio comum) está acontecendo: alterações no DNA espermático.
A chamada fragmentação do DNA espermático é uma alteração que pode comprometer o material genético do espermatozoide. Ou seja, mesmo que ele “chegue até o óvulo”, a qualidade da informação que carrega pode não ser suficiente para que a fecundação ocorra corretamente — ou para que o embrião se desenvolva de forma saudável.
Essa fragmentação pode ser causada por diversos fatores: infecções, estresse oxidativo, exposição a toxinas, tabagismo, calor excessivo, varicocele… e até mesmo pelo próprio envelhecimento masculino.
O problema? Nem sempre é investigada logo no início.
Casais em tratamento podem passar por tentativas frustradas até que se chegue a essa investigação mais específica.
Por isso, em casos de falhas repetidas na fertilização, abortamentos de repetição ou embriões com baixa evolução, a análise da integridade do DNA espermático pode ser um diferencial no diagnóstico e no tratamento.
Muitas dessas alterações podem ser tratadas.
Com mudanças de hábitos, suplementações e, em alguns casos, intervenções específicas, é possível melhorar a qualidade espermática e, com isso, as chances de uma gestação bem-sucedida.
Dra. Fernanda Imperial | CRM 141770-SP




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