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Cólica forte não é normal: quando investigar endometriose?

  • Writer: fernanda imperial
    fernanda imperial
  • 7 days ago
  • 2 min read

Muitas mulheres cresceram ouvindo que cólica menstrual intensa faz parte da vida. Que é “normal”, que passa com o tempo ou que basta tomar um analgésico e seguir a rotina. Mas a verdade é que cólica incapacitante não deve ser considerada normal.


Quando a dor interfere nas atividades do dia a dia, provoca faltas no trabalho ou na escola, causa náusea, mal-estar intenso ou exige medicações frequentes para ser controlada, é importante investigar.


Um dos diagnósticos mais associados a esse tipo de dor é a endometriose, uma condição inflamatória crônica em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. Esse processo pode causar inflamação, aderências e dor pélvica significativa.


Além do impacto na qualidade de vida, a endometriose também pode afetar a fertilidade. Estudos mostram que a inflamação gerada pela doença pode alterar o ambiente pélvico, interferir na função das tubas, impactar a qualidade dos óvulos e dificultar a implantação embrionária.


Isso não significa que toda mulher com endometriose terá dificuldade para engravidar. Muitas conseguem gestação espontânea. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário acompanhamento especializado ou até estratégias de reprodução assistida.


O ponto mais importante é não normalizar a dor.


💛 Durante o Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, reforçamos a importância do diagnóstico precoce. Quanto antes a condição é identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas, preservar a fertilidade e planejar a gravidez com mais segurança.


Se suas cólicas são intensas, persistentes ou estão associadas a dor na relação, dor ao evacuar durante a menstruação ou dificuldade para engravidar, vale procurar avaliação médica.


Informação e diagnóstico são os primeiros passos para cuidar da saúde e também do futuro reprodutivo.


Dra. Fernanda Imperial | CRM 141770-SP

 
 
 

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