Dia Nacional da Visibilidade Trans: fertilidade, respeito e o direito de sonhar com a parentalidade
- fernanda imperial
- Jan 29
- 2 min read
Updated: Feb 4
O desejo de construir uma família não pertence a um único corpo, gênero ou identidade: Ele pertence às pessoas.
No Dia Nacional da Visibilidade Trans, é fundamental falar sobre algo que ainda é pouco discutido: pessoas trans também sonham em ser mães, pais e famílias, e têm o direito de acessar a reprodução assistida com respeito, segurança e acolhimento.
Visibilidade também é acesso à saúde
Por muitos anos, pessoas trans foram invisibilizadas nos serviços de saúde, especialmente na saúde reprodutiva. Isso gera medo, atraso no cuidado e abandono de sonhos.
Falar sobre fertilidade e reprodução assistida para pessoas trans não é “pauta identitária”: é direito à saúde.
Pessoas trans podem preservar a fertilidade?
Sim. E esse é um ponto essencial.
Antes do início de terapias hormonais ou cirurgias de afirmação de gênero, é possível discutir:
Congelamento de óvulos;
Congelamento de sêmen;
Preservação reprodutiva personalizada.
Essas decisões precisam ser feitas com informação clara, sem pressa e sem julgamento.
Reprodução assistida é para quem deseja formar família
A medicina reprodutiva existe para viabilizar sonhos reprodutivos, independentemente da identidade de gênero. Pessoas trans podem recorrer à reprodução assistida por diferentes caminhos:
Preservação de gametas;
FIV;
Inseminação;
Coparentalidade;
Gestação compartilhada (em casais que desejam).
Cada história é única. Não existe um único modelo de família.
O impacto emocional da invisibilidade
Além dos desafios técnicos, pessoas trans frequentemente enfrentam:
Medo de discriminação;
Uso inadequado de pronomes;
Falta de informação profissional;
Barreiras emocionais no acesso ao cuidado.
Isso também impacta a saúde mental e reforça a importância de um atendimento ético, atualizado e humano.
Cuidar da fertilidade de pessoas trans exige escuta ativa, respeito, atualização científica, ética e individualização do cuidado. Não se trata apenas de técnica, mas de reconhecer a dignidade de cada paciente.
Visibilidade é também falar de futuro!
E toda pessoa tem o direito de sonhar com o seu.
O Dia Nacional da Visibilidade Trans nos lembra que existir com respeito também inclui poder planejar, escolher e construir uma família.
Dra. Fernanda Imperial | CRM 141770-SP




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